Estava no chuveiro, pensava na Vida e ali se tornava evidente que aquilo era o limite de uma situação insustentável. Não era uma coisa qualquer, mas a verdade é que eu estava ali, no chuveiro, dando banho num frango! O frango estava sujo e eu já havia apertado o seu pescoço algumas vezes, cheguei até a jogá-lo na parede, mas dar banho… Era um pouco demais.
O momento era delicado, daquele em que um homem tem de tomar decisões e eu sentia que estava sendo observado pela própria Vida. Quando contei isso a um amigo, num primeiro momento ele chegou a falar em esquisofrenia, que eu deveria me tratar. Mas depois me deu razão!
Bem, pelo menos o serviço ficou bem feito: o frango que estava todo sujo ficou limpinho, quase brilhando. Isso porque ele não tem penas, coitado, apenas o couro bem aparente. Saí do chuveiro e deixei o bicho lá. Me sequei e voltei ao galináceo, que após uma sessão de “toalha felpuda”, pude arremeçá-lo novamente. E a minha cachorrinha, a Vida, ficou toda feliz em ver seu brinquedinho de borracha mais uma vez com ela! Eita cachorrinha mimada, essa!!!!
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Cachorra mimada!!! Olha o frango dela aí...
Por Eduardo Savanachi*
Não sei se algum de vocês, queridos leitores, já teve ou terá a mesma sensação que hoje estou sentindo. No último mês, boa parte da minha vida tem sido dedicada a “reconquistar” a confiança e o amor dessa bela moça na foto ao lado que será, em breve (e oficialmente), a “Sra Ibiapaba” rs! Sim, a Jaque é sem dúvida a pessoa com quem quero (e vou) passar minha vida e, pelo o que eu ouvi dizer das mulheres da família dela, será muuuuuuuito tempo! Que bom! Mas por que a sensação boa? Acho que a sensação da perda é extremamente transformadora e nos faz enxergar coisas que em momentos normais não veríamos com a mesma clareza. E melhor ainda, nos prepara para identificar esses momentos especiais no mais simples cotidiano. E quando temos uma segunda chance… É agarrar com unhas e dentes! E essa é a lição que tirei dessa história. Como tem sido bom dar valor aos pequenos momentos, àquelas pequenas formas de demonstrar carinho e, acima de tudo, saber identificar quando recebemos esse carinho e amor.
Reza a lenda que todos nós temos alguns minutos de burrice na vida. Eu já tive os meus. Mas acho que nenhuma das minhas bobagens se compara ao dia em que deixei escapar essa bela moça da foto aí do lado. Sempre me orgulhei das frases complexas que escrevia, cheias de efeitos e significados. Mas, ao mesmo tempo, não observava os sinais que a vida me passava. E olha que a vida é muito legal comigo! Não, não tô falando da “Vida”, minha cachorrinha que se amarra num frango de borracha. Ela também gente boa, quer dizer, uma cachorra gente boa, enfim, vocês entenderam! Falo da vida mesmo, essa aí que nos é dada de graça e muitas vezes fazemos pouco caso dela.