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	<title>Vida de Repórter</title>
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	<description>Errar é humano. Mas para se fazer uma monstruosa cagada é preciso um computador!</description>
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		<title>A Vida e o Frango</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 18:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava no chuveiro, pensava na Vida e ali se tornava evidente que aquilo era o limite de uma situação insustentável. Não era uma coisa qualquer, mas a verdade é que eu estava ali, no chuveiro, dando banho num frango! O frango estava sujo e eu já havia apertado o seu pescoço algumas vezes, cheguei até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava no chuveiro, pensava na Vida e ali se tornava evidente que aquilo era o limite de uma situação insustentável. Não era uma coisa qualquer, mas a verdade é que eu estava ali, no chuveiro, dando banho num frango! O frango estava sujo e eu já havia apertado o seu pescoço algumas vezes, cheguei até a jogá-lo na parede, mas dar banho&#8230; Era um pouco demais.</p>
<p>O momento era delicado, daquele em que um homem tem de tomar decisões e eu sentia que estava sendo observado pela própria Vida. Quando contei isso a um amigo, num primeiro momento ele chegou a falar em esquisofrenia, que eu deveria me tratar. Mas depois me deu razão!</p>
<p>Bem, pelo menos o serviço ficou bem feito: o frango que estava todo sujo ficou limpinho, quase brilhando. Isso porque ele não tem penas, coitado, apenas o couro bem aparente.  Saí do chuveiro e deixei o bicho lá. Me sequei e voltei ao galináceo, que após uma sessão de &#8220;toalha felpuda&#8221;, pude arremeçá-lo novamente. E a minha cachorrinha, a Vida, ficou toda feliz em ver seu brinquedinho de borracha mais uma vez com ela! Eita cachorrinha mimada, essa!!!!</p>
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<div id="attachment_374" class="wp-caption aligncenter" style="width: 160px"><img class="size-thumbnail wp-image-374" title="31072010(002) (1)" src="http://www.vidadereporter.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/31072010002-11-150x150.jpg" alt="Cachorra mimada!!! Olha o frango dela aí..." width="150" height="150" /><p class="wp-caption-text">Cachorra mimada!!! Olha o frango dela aí...</p></div>
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		<title>Novos rumos pela frente!</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 21:21:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de repórter]]></category>

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		<description><![CDATA[Após mais de um mês sem atualizar esta humilde página, chego cheio de novidades. Em junho passado tomei uma das mais importantes decisões dos últimos tempos, quando deixei a redação da Dinheiro Rural, a vida de editor e, por enquanto, a vida de repórter! O bom do trabalho em comunicação é justamente esse: permite uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após mais de um mês sem atualizar esta humilde página, chego cheio de novidades. Em junho passado tomei uma das mais importantes decisões dos últimos tempos, quando deixei a redação da Dinheiro Rural, a vida de editor e, por enquanto, a vida de repórter! O bom do trabalho em comunicação é justamente esse: permite uma série de possibilidades, experiências e confrontos. Sim, confrontos. Isso porque sempre pautei minha vida profissional em buscar as grandes histórias, em ir onde ninguém foi e mostrar um pouco deste Brasil tão deconhecido de nós mesmos. Um tempo glorioso, viajando entre estradas de chão e conhecendo gente que faz da terra surgir uma riqueza tão imensa que muitas vezes me perguntei qual era, enfim, o verdadeiro Brasil.</p>
<p>Nesse ponto, este Blog chega a um ponto delicado, visto que aos 34 anos não tenho idade tampouco intenção de fazer deste espaço um livro de memórias&#8230;rs. Ao mesmo tempo, ao menos por enquanto, não estarei tão próximo da reportagem afora um ou outro trabalho &#8220;frila&#8221;, o que sempre é algo prazero. Uma das opções é fazer destas linhas um espaço voltado para um projeto pessoal, com grandes reportagens que sempre quis escrever, mas que em virtude da correria das redações, não são mais cabíveis nas páginas de jornais ou revistas.</p>
<p>Pela frente, o desafio profissional é fazer acontecer no mundo corporativo, visto que a oportunidade que se abre é bastante entusiasmente em diversos aspectos. Mas, escrever e contar a história enquanto a história acontece, sempre esteve entre as minhas paixões. Ainda tenho algumas histórias inéditas para contar por aqui, coisas do dia-a-dia da redação que são dignos de nota! Só tenho a agradecer pela companhia de vocês e espero trazer mais entretinimento nas próximas semanas!</p>
<p>A todos um abraço!!!!</p>
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		<title>A pobre Sula</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 19:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de repórter]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, não estou falando de Sula Miranda, a rainha dos caminhoneiros, mas sim de &#8220;Sula&#8221; a pobre cachorra que bateu as botas e foi parar num crematório no Rio de Janeiro. Ãh? Pois é&#8230; Essa foi a história mais maluca que ouvi de um taxista até hoje. Pela manhã fiz um bate-volta ao Rio de Janeiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, não estou falando de Sula Miranda, a rainha dos caminhoneiros, mas sim de &#8220;Sula&#8221; a pobre cachorra que bateu as botas e foi parar num crematório no Rio de Janeiro. Ãh? Pois é&#8230; Essa foi a história mais maluca que ouvi de um taxista até hoje. Pela manhã fiz um bate-volta ao Rio de Janeiro, saí de Congonhas (SP) às 8h e quando eram 14h já estava pousando de volta na capital paulista. No trajeto reunião-aeroporto (Santos Dumont) peguei um táxi que estacionava num posto de combustível. Do carro, aqueles amarelinhos típicos da cidade carioca, desceu uma gringa, típica gringa: &#8220;amarela&#8221; e falando enrolado. Parece que deixou o troco para o taxista. Entrei no carro e antes de falar boa tarde, ele estava me contando sobre a pobre Sula!</p>
<p>- Aí ela me ligou, eram 2h da manhã dizendo &#8220;A SULA MORRRRRÉÉÉU&#8221;&#8230; Era a cachorra, dela&#8230; Ficou tão triste &#8211; disse resignado.</p>
<p>Como quem não quer nada e sem discutir, claro, devolvi:</p>
<p>- Puxa que coisa! &#8211; A &#8220;conversa&#8221; seguiu.</p>
<p>Bem, num caminho de pouco mais de dez minutos soube que a Sula era uma &#8220;capa preta&#8221; muito bonita e que a sua dona, uma cliente muito antiga. No fim, o tal taxista levou a pobre cachorrinha para o crematório, um cortejo fúnebre com toda pompa e circustância.</p>
<p>Na mesma corrida ainda deu tempo de saber de um outro taxista que quis dar um golpe numa cliente. Saiu correndo assim que ela desceu do carro, deixando uma caixa de televisão de tela de plasma. Após o golpe, todo feliz, o motorista-gatuno abriu o pacote, em vez da televisão lá estava o corpo de um cachorro 42 polegas.</p>
<p>- Bem feito, taxista tem que ser honesto! &#8211; disse o motorista, enconstando o carro em frente ao aeroporto. Desejei bom dia, paguei a tarifa e fui embora. Engraçado notar que a volta custou quase R$ 10 a menos. Seja como for, valeu pela conversa, mesmo que eu não tenha entendido o que é que a Sula tem a ver com a história, ou com a corrida. Coisas do Brasil!</p>
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		<title>Meu &#8220;muy amigo&#8221; chefe!</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 19:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de repórter]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Savanachi*
Faz pouco mais de dois anos que escrevo na revista Dinheiro Rural, onde, coincidentemente, trabalho com o Ibiapaba, dono deste blog, que lá tem a ilustre função de ser meu chefe. Na maioria das vezes uma relação tranqüila, a não ser, claro, quando faço alguma merda (rs), mas isso não vem ao caso.
 Fato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-361" title="foto_acre2" src="http://www.vidadereporter.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/foto_acre22.bmp" alt="foto_acre2" />Por Eduardo Savanachi*</p>
<p>Faz pouco mais de dois anos que escrevo na revista Dinheiro Rural, onde, coincidentemente, trabalho com o Ibiapaba, dono deste blog, que lá tem a ilustre função de ser meu chefe. Na maioria das vezes uma relação tranqüila, a não ser, claro, quando faço alguma merda (rs), mas isso não vem ao caso.</p>
<p> Fato é, que sempre acreditei que agradava o “chefe”. Mas de uns tempos para cá, tenho pensado em alguns episódios que me levaram a questionar essa relação amistosa. A verdade é que tenho sérios motivos para acreditar que o Ibiapaba tomou como hobby colocar minha integridade física a prova e que está disposto a descobrir, na marra,  quantas vidas eu tenho.  Vejam vocês.</p>
<p> Já há algum tempo, meu generoso chefe decidiu me enviar para o Acre ( e antes que alguém pergunte, sim o Acre existe). A idéia era fazer uma matéria com os seringueiros daquele estado. Chegar lá foi coisa fácil. Só precisei voar por uma hora e meia até Brasília, pegar uma conexão para Fortaleza e de lá mais duas horas e meia até Rio Branco. Da capital do Acre, foram mais 60 quilômetros de estrada de asfalto, quarenta minutos de barco, mais 40 quilômetros de estrada terra e, para finalizar, uma caminhadinha litgh de 30 minutos floresta à dentro. Isso sem falar que o seringueiro que fazia as vezes de guia usava um aparelho por conta de sua má audição.</p>
<p>O problema é que o dispositivo da orelha esquerda tinha se perdido e o da direita estava com a bateria fraca. Com isso, no meio da mata, travamos alguns diálogos bizarros do tipo:</p>
<p> -              A fruta daquela árvore é cupuaçu?<br />
-              Hein!?/ Onça?? Aqui não tem onça não!<br />
-              Há quanto tempo o senhor vive na floresta?<br />
-              Hããã!? Se eu já fui mordido por cobra??? Sim. Tem que tomar  cuidado, viu!</p>
<p> Vocês hão de convir que ter um guia surdo no meio da floresta amazônica não é lá coisa muito agradável. Apesar de tudo, voltei são e salvo. Depois que voltei do meu passeio pela terra de Chico Mendes, o Ibiapaba já me enviou para o interior do Piauí, onde tive o “prazer” de voar num aviãozinho que mais parecia uma montanha russa. Para o Mato Grosso, onde tive a “alegria” de andar a 180 quilômetros por hora em uma rodovia de mão dupla, com tráfico intenso de caminhões e que tinha um penhasco no lugar do acostamento.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-362" title="Acre" src="http://www.vidadereporter.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/Acre.jpg" alt="Acre" width="350" height="110" /><br />
 O pior, é que, na medida em que eu vou contando esses meus percalços sempre vejo surgir um sorriso estranho no rosto do Ibiapaba.</p>
<p>A última aconteceu há algumas semanas, quando ele me mandou para o Amazonas, fazer uma matéria de pesca. Fui visitar uma comunidade ribeirinha, próxima a uma cidade chamada Tefé, localizada a quase 700 quilômetros de Manaus. Para chegar lá, ou se enfrenta duas horas de vôo em um pequeno hidroavião ou cinco dias de viagem em uma voadeira, um tipo de lancha popular naquelas bandas. Felizmente, peguei a primeira opção e depois de uma “suave” aterrissagem no meio do rio Solimões, lá estava eu, no coração da Amazônia, com os pescadores de Pirarucu, peixe que pode chegar a medir três metros de comprimento e pesar 100 quilos. Na medida que o fotógrafo Pedro Dias, já apresentado nas histórias deste blog, produzia as fotos, a noite caia e com ela a possibilidade de decolar. Foi então que alguém teve a “brilhante” idéia de ir de barco para Tefé, uma viagem de “apenas” duas horas. A equipe, de umas dez pessoas, se dividiu em dois barcos e partimos na escuridão do rio. Tudo ótimo, não fosse pelos detalhes de o barco que eu estava ter ficado sem luz, o GPS não funcionar e nós ficarmos, literalmente, a deriva por algumas horas, sem enxergar um palmo diante do nariz, naquela imensidão de água doce. Quando já se cogitava a chance de dormimos no barco, eis que uma luz aparece em meio a mata. Era uma das comunidades instaladas a margem do rio. O jeito foi passar a noite no lugar, acomodado em uma rede, sem internet, telefone, luz ou chuveiro, mas felizmente em terra firme.</p>
<p> O melhor de todas essas histórias é que eu, para “felicidade” do meu chefe, ainda estou aqui, são e salvo e pronto para as próximas. Mas, por via das dúvidas, resolvi rever meu seguro de vida e ampliar meu plano de saúde.</p>
<p>_____________________________________________________<br />
Nota do Blog:<br />
<em> * Eduardo Savanachi é jornalista, </em><a href="http://edusavanachi.musicblog.com.br/"><em>blogueiro </em></a><em>e escreveu este post por livre e expontânea vontade, que isso fique bem claro&#8230; rs</em></p>
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		<title>Apagado nas estrelas!</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 19:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andanças pelo mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[- Senhor, senhor&#8230; Está se sentindo bem, senhor?
Foi dessa forma que acordei. Ao meu lado a aeromoça estava tomava meu pulso, após eu ter apagado completamente durante um voo entre São Paulo e Uberaba (MG). Não sei o que é pior: desmaiar durante uma viagem ou acordar com o Marcos Ankoski, fotógrafo, com o cabeção a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Senhor, senhor&#8230; Está se sentindo bem, senhor?</p>
<p>Foi dessa forma que acordei. Ao meu lado a aeromoça estava tomava meu pulso, após eu ter apagado completamente durante um voo entre São Paulo e Uberaba (MG). Não sei o que é pior: desmaiar durante uma viagem ou acordar com o Marcos Ankoski, fotógrafo, com o cabeção a 30 cm de mim e com cara de assustado! Mas enfim, aos poucos retomei a consciência e lancei aquela frase, típica:</p>
<p>- É acho que apaguei.<br />
Uma senhora ao meu lado, achou que bom mesmo era se benzer e começou a rezar.</p>
<p>Enfim, liguei aquele arzinho sem-vergonha, pedi um refrigerante e lá fiquei esperando o tempo passar. A cada cinco minutos, o Marcos perguntava:<br />
- Cara, você tá bem?<br />
Descemos em Uberaba e fomos direto para o hotel. As reservas foram feitas na última hora, mas o lugar até que não era ruim, apesar de alguns probleminhas. A janela do quarto, que ficava no térreo, dava para a rua, o que não seria exatamente algo tão ruim, não fosse o fato de a rodoviária  da cidade estar exatamente do outro lado da calçada.<br />
Nem bem havia tirado o sapato dos pés, chega o cidadão que estava na recepção do muquifo, bate à porta e diz:</p>
<p>- Senhor, tivemos um problema com a sua reserva e na verdade este apartamento está locado para outra pessoa e não temos outro. Sinto muito, mas o senhor terá que sair.</p>
<p>Diante do problema, não me restou outra alternativa a não ser responder:</p>
<p>- Claro, então se quiser, chame a polícia porque daqui eu não saio, daqui ninguém me tira e com licença que vou tomar meu banho.<br />
Fechei a porta e ninguém mais me incomodou. Não até o Marcos chegar, de madrugada, após ter ido a um evento. O cara tomou umas e outras, e nem bem eu tinha “garrado” no sono, ouço algo semelhante a um cachorro rosnando.  Um ônibus passando? Um avião caindo? Um trem desgovernado?! Não&#8230; O Marcos roncando!!! Por isso que eu digo que é realmente muito chato dividir quarto em viagens. Lá pelas três da manhã,  após tentativas frustradas de mitigar os decibéis em curso, percebi que o endereço do quarto não só era próximo da rodoviária como grudado com a cozinha. Descobri quando a rapaziada começou a espremer laranjas para fazer, salvo engano, uns 15 litros de suco.</p>
<p>A essa altura, sem nada a perder, já que descansar que é bom eu não conseguiria mesmo, não tive dúvidas: fui para o sofá da recepção. A televisão estava ligada no Cartoon Network. Que beleza! Levei meu travesseiro, um cobertor e por lá fiquei até às 6h30 quando começou o movimento. Três horinhas de sono e quase recuperado, fui para o café da manhã em meio aos pedidos de desculpas do fotógrafo-trovador.</p>
<p>Na saída, o cara da recepção, de novo ele, diz:<br />
- Olha realmente o quarto de vocês está reservado para outra pessoa, vocês TÊM QUE SAIR. <br />
Mandei o cara&#8230; Enfim, mandei o cara. Veio a gerente.  Não deu certo. Disse para ela se virar com a agência que estava organizando (ou não) a viagem.</p>
<p>Mais tarde recebi um telefonema do pessoal da agência dizendo que iríamos mudar de hotel e para &#8220;não me preocupar&#8221;. Tá bom&#8230; Quando chegamos para buscar as malas, tudo já estava pronto, ou seja, fomos despejados! As camareiras amassaram toda a roupa, socaram dentro da mala de qualquer jeito e minha vontade foi socar a boca de alguém!</p>
<p>Como eu tinha que conferir tudo, não tive dúvidas e levei a mala para o balcão da recepção. Enquanto outros hóspedes faziam o check-in eu tirava cuecas, meias e camisas. Não foi bonito, mas foi legal!!! Como quem não quer nada eu comentava, que coisa estranha essa de você dormir hospedado e acordar despejado&#8230; Acho que consegui colocar pânico no pessoal!</p>
<p>No fim das contas fomos parar num outro hotel, de mesmo porte, com uma feira-livre na porta. Entre gritos de “olha a banana” e “abacaxi tá barato” nos instalamos. Não tinha ar condicionado é verdade. Assim como o ventilador parecia uma fábrica de tornados. Mas no fim das contas, o sono veio e bastou acordar às 4h30 da manhã para pegar o voo das 6h10 e retornar para São Paulo. E dessa vez, sem passar mal.</p>
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		<title>(Des)on-line!</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 20:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tecnologia é uma coisa bem interessante, principalmente quando funciona. Meu telefone, por exemplo, é todo cheio de marra. Faz fotos, vídeos, baixa e-mail só falta mesmo fazer ligações. Isso mesmo, só falta funcionar. Ano passado aderi à onda do Smartphone que, no meu caso, não é tão “smart” assim. Não deu nem seis meses que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tecnologia é uma coisa bem interessante, principalmente quando funciona. Meu telefone, por exemplo, é todo cheio de marra. Faz fotos, vídeos, baixa e-mail só falta mesmo fazer ligações. Isso mesmo, só falta funcionar. Ano passado aderi à onda do Smartphone que, no meu caso, não é tão “smart” assim. Não deu nem seis meses que o danado estava comigo, pronto: pifou! Mandei para a garantia. Demorou quase nada, coisa de 40 dias para voltar. Quer dizer, na verdade me mandaram outro telefone, mesmo modelo, cor diferente. Meu telefone antigo era preto, este é branco. Mas a principal diferença é que o antigo, demorou seis meses para pifar. Este, nem três. Se novamente for para a assistência técnica é possível que em 45 dias, pelo andar dos trabalhos, ele quebre novamente. Só espero que da próxima vez não me mandem um aparelho rosa! Também não tenho mais Orkut, Facebook e o meu Twitter tá criando teia de aranha. E o pior de tudo é que tenho me sentido bem com isso. Ficar sem celular numa cidade como São Paulo não é nem prudente. Mas afora a raiva de ter comprado um celular-bomba (no sentido de ser ruim, não de ser explosivo, caso alguém do FBI esteja bisbilhotando este Blog), até que não é ruim a sensação de ficar um pouco mais desconectado. Houve um tempo em que eu fazia de tudo para estar mais on-line possível. Hoje só quero ficar on-life! E para isso, às vezes é preciso lembrar que bom mesmo é se desconectar do mundo. Pelo menos do mundo virtual!</p>
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		<title>Agora é oficial!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 01:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sei se algum de vocês, queridos leitores, já teve ou terá a mesma sensação que hoje estou sentindo. No último mês, boa parte da minha vida tem sido dedicada a &#8220;reconquistar&#8221; a confiança e o amor dessa bela moça na foto ao lado que será, em breve (e oficialmente), a &#8220;Sra Ibiapaba&#8221; rs! Sim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-339" title="SL270396" src="http://www.vidadereporter.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SL270396-300x225.jpg" alt="SL270396" width="300" height="225" />Não sei se algum de vocês, queridos leitores, já teve ou terá a mesma sensação que hoje estou sentindo. No último mês, boa parte da minha vida tem sido dedicada a &#8220;reconquistar&#8221; a confiança e o amor dessa bela moça na foto ao lado que será, em breve (e oficialmente), a &#8220;Sra Ibiapaba&#8221; rs! Sim, a Jaque é sem dúvida a pessoa com quem quero (e vou) passar minha vida e, pelo o que eu ouvi dizer das mulheres da família dela, será muuuuuuuito tempo! Que bom! Mas por que a sensação boa? Acho que a sensação da perda é extremamente transformadora e nos faz enxergar coisas que em momentos normais não veríamos com a mesma clareza. E melhor ainda, nos prepara para identificar esses momentos especiais no mais simples cotidiano. E quando temos uma segunda chance&#8230; É agarrar com unhas e dentes! E essa é a lição que tirei dessa história. Como tem sido bom dar valor aos pequenos momentos, àquelas pequenas formas de demonstrar carinho e, acima de tudo, saber identificar quando recebemos esse carinho e amor.</p>
<p>Hoje, namorando novamente com a &#8220;minha Jaque&#8221;, vejo as coisas como elas sempre deveriam ter sido, em seu lugar certo, de onde jamais deveriam ter saído. Como humano que sou e factível de erros, obviamente dei as minhas pisadas de bola como descrito no post imediatamente abaixo. E mesmo assim encontrei na pessoa que amo uma incrível capacidade de perdoar, de tocar a vida para frente e não olhar para trás. Claro que o jogo ainda não está ganho, longe disso. Até porque entendi que essa &#8220;partida&#8221; não acaba nunca e cada dia de nossa vida é apenas um capítulo dessa grande história.</p>
<p>Espero ter a sabedoria de saber escrever essa história, pelo menos da parte que cabe a mim. Até porque a Jaque sempre soube muito bem o que escrever em suas &#8220;páginas&#8221;! Tenho muito orgulho dessa mulher e não medirei esforços para que ela tenha o mesmo sentimento por mim e pela nossa história. E pretendo, do fundo do meu coração, nunca deixar dúvidas sobre isso.</p>
<p>O que tenho a dizer?</p>
<p>Jaque, eu te amo!</p>
<p>PS: essa foto foi feita no último fim de semana! Sem dúvida, muito especial!</p>
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		<title>Um dia eu aprendo!</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 04:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reza a lenda que todos nós temos alguns minutos de burrice na vida. Eu já tive os meus. Mas acho que nenhuma das minhas bobagens se compara ao dia em que deixei escapar essa bela moça da foto aí do lado. Sempre me orgulhei das frases complexas que escrevia, cheias de efeitos e significados. Mas, ao mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-334" title="SL271167" src="http://www.vidadereporter.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SL2711671-300x225.jpg" alt="SL271167" width="300" height="225" />Reza a lenda que todos nós temos alguns minutos de burrice na vida. Eu já tive os meus. Mas acho que nenhuma das minhas bobagens se compara ao dia em que deixei escapar essa bela moça da foto aí do lado. Sempre me orgulhei das frases complexas que escrevia, cheias de efeitos e significados. Mas, ao mesmo tempo, não observava os sinais que a vida me passava. E olha que a vida é muito legal comigo! Não, não tô falando da &#8220;Vida&#8221;, minha cachorrinha que se amarra num frango de borracha. Ela também gente boa, quer dizer, uma cachorra gente boa, enfim, vocês entenderam! Falo da vida mesmo, essa aí que nos é dada de graça e muitas vezes fazemos pouco caso dela.</p>
<p>Em 2008, recebi um grande presente da vida quando (re)encontrei a Jaque no no mundo virtual. Éramos amigos do tempo de escola, aquela paixãozinha adolecente que os dois se olham e nada passa disso! Mas, quis o destino que anos mais tarde, nos encontrássemos entre bites e bytes desse mundo digital. E dali para o mundo real, não demorou muito. Como foi bom. Posso dizer com todas as letras que nunca me senti tão amado. Assim como também nunca amei de forma tão intensa. Voltemos à burrice. Sabe aquele ditado de que ou você opta por ser feliz ou por ter razão? O burro aqui optou por ter razão. E cheio  de razão encontrou um jeito de não cuidar bem do amor que a vida havia, de forma tão gentil, entregue como quem diz: &#8220;cuide de um tesouro&#8221;.  Mas cabeçudo que sou, me importei com as coisas que não tinham importância. Tudo bem, confesso: amei intensamente como nunca havia feito antes. Mas aqui não se trata de amor. Se trata de &#8220;postura&#8221;. E não basta amar para dar certo, é preciso ter postura! Postura de homem, que sabe o que quer e não de um menino mimano que insiste em ter razão! E, em vez de ajudar e acariciar nos momentos em que a paz se fazia necessária, levantei o dedo para acusar. Quando um sorriso poderia resolver um impasse, achei que bom mesmo era fomentar a discussão e provar a &#8220;minha&#8221; razão. Logo, aquele ditado dos cinco segundos de burrice se aplica bem aqui. Burrice a cada cinco segundos&#8230;rs. A Jaque (essa bela moça da foto ao lado) tem algumas características muito próprias de sua personalidade! A primeira é a fidelidade. E não estou falando aqui só de fidelidade conjugal não&#8230; Estou falando de fidelidade aos princípios mais profundos e acima de tudo, fidelidade às coisas que ela acredita. Para quem não a conhece, a moça é formada em matemática, o que significa que ser dona de uma lógica desconcertante! Eu, sonhador, jornalista, um &#8220;homem das letras&#8221; às vezes ficava empenhado em fazer &#8220;figuras de linguagens&#8221; elaboradas, cheio de vontade de impressionar e ela, em duas frases curtas desmontava toda a minha argumentação&#8230;rs. O que isso significa? Que não é fácil impressionar a Jaque, que você tem que realmente melhorar como pessoa a cada dia porque ela se cobra isso o tempo todo. Está sempre lendo, se informando, procurando referências, a moça realmente é um avião. E eu sempre querendo ter razão! A cada cinco segundos rs. Em outras palavras ela literalmente se preocupa muito com o conteúdo do que com a forma. Ou seja, com a postura, com a atitude e não com as palavras bonitas. E para quem sempre se saiu bem justamente por causa das palavras bonitas, a verdade é que eu precisaria entregar mais do que simples palavras porque essas o vento leva. Era preciso entregar atitudes e mesmo tendo existido tanta coisa boa entre nós, não abri mão de coisas que me soam ridículas! Hoje não estamos mais juntos, mas mesmo assim eu já comecei a abrir mão de muitas coisas sobre as quais ela me alertava e com razão. Por quê? Porque ela estava certa e tenho, sim, que melhorar como ser humano, porque senão repetirei incansavelmente os mesmos erros de sempre, o que invariavelmente leva dor a quem só merece amor e carinho. O resto&#8230; Fica por conta da vida, tão cheia de surpresas!</p>
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		<title>Pedro, o fotógrafo-mirim!</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 22:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de repórter]]></category>

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		<description><![CDATA[Você chega no interior do Maranhão, senta no bar e tem no cardápio, além da tradicional cervejinha brasileira, uma enoooorme opção de sabores: mangá, cajá, cupuaçu.
- Me dá um suco de uva?
Você está no interior do Pará e pode pedir outras frutas exóticas, além da cervejinha e eis que:
- Me dá um suco de uva?
Esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você chega no interior do Maranhão, senta no bar e tem no cardápio, além da tradicional cervejinha brasileira, uma enoooorme opção de sabores: mangá, cajá, cupuaçu.</p>
<p>- Me dá um suco de uva?</p>
<p>Você está no interior do Pará e pode pedir outras frutas exóticas, além da cervejinha e eis que:</p>
<p>- Me dá um suco de uva?</p>
<p>Esse é o Pedro, nosso fotógrafo mirim. O cara nasceu em 1991 e já é fotógrado. Mirim, mas fotógrafo. Outro dia, numa viagem ao interior de Goiás ele foi apresentado à garapa.</p>
<p>- Pedro, você quer garapa?<br />
- Hã?<br />
- Caldo de cana, Pedro &#8211; disse a Viviane, nova repórter que chegou ao time recentemente..<br />
- Hã, caldo de cana? (cara de interrogação)<br />
(pausa)<br />
- Suco de cana, Pedro! S U C O   D E  C A N A ! ! !<br />
- Ah&#8230;. Quero!</p>
<p>E, todo feliz, o cara experimentou o &#8220;suco de cana&#8221;. Pior, na foto da matéria, o dono da Usina aparecia cortando a cana. E, conforme ia descascando, o Pedro ia comendo! No fim das contas, a foto ficou boa, mas o cara suou pra caramba e teve de trocar de roupa de tanta cana que descascou para o nosso fotógrafo-mirim.</p>
<p>Mas, melhor do que quando fotografa, é no momento que o Pedro está comendo. Nesses voos, que já relatei aqui diversas vezes, a rapaziada passa meio mal com o balançar de pequenas aeronaves. Mas não o Pedro. Ele deve ter escondido no bolso um daqueles manuais do escoteiro mirim que ensina como não passar mal nesse tipo de situação. O cara come chocolate, barra de cereal, toma refrigerante&#8230; Bis? O cara fica lambendo o papel, com o chocolate todo derretido num calor de 40°C! E cada vez que você olha, o cara tá lá, todo sorridente!</p>
<p>Certa vez o Eduardo, passando mal num desses voos pediu para que o Pedro desse um tempinho com a merenda. O moleque, bem maldoso, abriu um pacote de cheetos e mandou bala. Todo sorridente. E o cheiro de queijo com chulé tomou conta do avião. E o pobre do Eduardo, verde.</p>
<p>- Ah, o Eduardo parece uma mocinha! &#8211; foi a justificativa do “menino”.</p>
<p>Mas a vingança veio a galope. Num hotel em Palmas (TO), o Pedro, no auge dos seus 19 anos, ficava em dúvida se chamava ou não um grupo de paquitas eróticas que estava por lá. Na dúvida, pediu mais um suco de uva para o garçom. Camarada, o garçom gritou para o barman:</p>
<p>- Fulano, dá mais um suco de uva para o garoto!</p>
<p>As meninas, certamente mais precoces, olharam e foram embora. Como diz o Eduardo, faltou o Pedro emendar:</p>
<p>- Com vódka!</p>
<p>Mas enfim, certos traquejos só a vida dá. Por enquanto, o negócio dele é salgadinho e suco de uva. Mas com boas fotos!</p>
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		<title>O diário de um tiozinho!</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 03:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ibiapaba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O homem na estrada recomeça sua vida&#8221;&#8230; Não, isso não é um verso dos Racionais MC&#8217;s, sou eu comendo poeira na estradinha de terra, perto de casa, após um busão passar ao meu lado e, só de sacanagem, dar aquela &#8220;acelerada&#8221; só para ver o cidadão ficar da cor de um tijolo! Tudo bem, poderia ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O homem na estrada recomeça sua vida&#8221;&#8230; Não, isso não é um verso dos Racionais MC&#8217;s, sou eu comendo poeira na estradinha de terra, perto de casa, após um busão passar ao meu lado e, só de sacanagem, dar aquela &#8220;acelerada&#8221; só para ver o cidadão ficar da cor de um tijolo! Tudo bem, poderia ser pior e o cara mirar numa poça d&#8217;água que estivesse por ali! Mas o fato é esse: dia sim, outro também desde o começo do ano, gasto sola de tênis e calorias em busca da velha forma! O lado bom é que os resultados estão aparecendo e quatro quilos já foram para o vinagre&#8230; Não vinagre, não porque ele é um bom conservante, foram pra rua mesmo e espero que fiquem por lá&#8230; Tudo começou no início do ano, quando ao descer para a praia, numa foto diante de uma paisagem bucólica, via diante de mim a imagem de um leitão sorridente na carcaça que antes era por mim conhecida por “meu corpo”. Sem sacanagem, dava um toicinho bacana ali&#8230; E partindo do princípio de que não, aquelas gorduras não me pertenciam, comecei um novo estilo de vida que começa às 6h20 da madrugada, com uma boa corrida. Já são 8 km diários e logo mais chegarei aos 10&#8230;</p>
<p>O bom de você correr é a liberdade para viajar na maionese. Em diversas oportunidades fiquei pensando, fazendo contas, cálculos e cheguei à conclusão de que aos 34 anos é bom ter um pouco mais de cuidado com a lataria, senão daqui a pouco, a carcaça desvaloriza e ninguém mais quer&#8230;rs. E para começar os treinos? Doía tudo: perna, braço, bunda e até a consciência! Enquanto minha mente dizia baixinho: &#8220;isso mesmo cara, vai lá, você consegue!!!&#8221;, minha panturrilha berrava: &#8220;PÁRA COM ISSO, CARA! POR QUE VOCÊ ME ODEIA TANTO?&#8221;. As solas do meus pés chegaram até a enviar uma petição formal dizendo que –  ou eu iniciava um regime – ou a colaboração diária iria definitivamente acabar! Subornei meus pés como uma pomada que roubei da minha irmã. Não sei para que ela servia, só sei que deu certo e as bolhas sumiram&#8230; Pobre pomada, acabar a vida daquele jeito&#8230;rs.</p>
<p>O problema dessa vida saudável é que você começa a ficar saudável demais! Por exemplo, comecei com quatro quilêmetros entre caminhadas e corridas. Não, eu não engatinhava no final. Só quando chegava ao chuveiro ou para beber água. Fora isso, estava inteiro. Ou quase. Havia um tempo que quatro quilômetros eu fazia quase que plantando bananeira&#8230; Agora, se deixo de correr três dias, me sinto como o tal Condor: com dor aqui, com dor ali&#8230;. Enfim, voltando à vida saudável demais: decidi que já que minha barriga estava me incomodando, o bom mesmo era incomodar a minha barrig. Logo se ela não existisse mais, acabaria com o incômodo. Genial!!! O efeito colateral disso é que além dos oito quilômetros, também já estou em 300 abdominais e algumas dezenas de flexões. Cara, como isso dói no começo. Dói no meio e no fim também&#8230; QUEM INVENTOU ESSAS COISAS?</p>
<p>Masa verdade é que estou me sentindo muito melhor agora. Até por que algumas coisas eu não sinto mais, mesmo&#8230; rs. A sola do pé é uma delas. Aquilo virou um casco de cavalo. No começo também não sentia o ar entrando nos pulmões, mas essa fase, felizmente já passou&#8230;rs. Cheguei a cogitar participar da meia maratona de São Paulo, no feriado de 21 de abril, mas acho que não estarei pronto até lá. Na semana passada fiz um treino de 12 quilômetros e confesso que cheguei cansadinho e isso seria basicamente a metade do caminho. Dá pra fazer?! Sim, é possível. Mas seria meio complicado, até porque o ideal é não sair de maca ou ter de recorrer ao desfibrilador! Brincadeiras à parte, este ano vou correr a minha primeira meia-maratona. Que não seja agora em abril, haverá outras até o fim do ano. Até lá, vou gastar muita sola de sapato e deixar umas godurinhas no meio do percurso!!! Afinal, se tem uma coisa que a corrida ensina é justamente isso: que um passo depois do outro é sempre a melhor maneira de se percorrer a estrada toda.<br />
Agora vou dormir que amanhã cedo, tem corrida pela frente!!!<br />
Abs!</p>
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