Dando prosseguimento à série “Os malucos que conheço”, não dá pra deixar de falar de uma velha amiga, conhecida de muitos anos que tem a manha de se superar a cada ano.
No quesito comportamento estranho, poucas pessoas superam a Tatiana. Veterinária de formação e doida de pedra por vocação, essa garota já fez algumas das coisas mais esquisitas de que eu já ouvi falar. Tempos atrás, ela costumava passear com uma ovelha no Parque do Ibirapuera. Sim, é isso mesmo: uma ovelha, a “esposa” do carneiro, em pleno Ibirapuera. “Bia”, como era chamada, escapou por pouco de virar um delicioso “carré” no criatório em que nasceu. Por sorte do bicho e azar do churrasqueiro, ela certa vez ficou doente, a moça a levou para tratar e alguém ficou sem janta.
O melhor de tudo é que paulistano é um ser absolutamente sem noção e pensa que todo bicho com menos de 90 cm de altura é um cachorro. Às vezes estranho, mas ainda assim um cachorro. Todo domingo, lá ia a Dra Tatiana passear, alegre e saltitante, com sua ovelhinha de lã escura mais saltitante ainda. Vez por outra, outra dondoca também saltitante chegava e perguntava:
- Nossa, que cachorro diferente! Qual a raça?
E alguns casos, o próprio cachorro devia responder com um ressonante BÉÉÉÉÉÉÉ….
Após a resposta, de posse da certeza de que moça é maluca e o bicho para lá de esquisito, dá pra imaginar o pessoal saindo, olhando de rabo de olho achando que São Paulo é, de fato, uma fábrica de gente doida. Fora os cocozinhos desse bicho que parecem jabuticabas! Certamente algum caipira do asfalto pegou para ver o que era. Afinal, no parque do Ibirapuera, cagada de ovelha é que não pode ser!
O problema é que além de enrolada, a Tati enrola os outros! Certa vez, ela foi buscar uns macacos lá em casa. Sim, macacos. Os bichos eram dela, mas por problemas de espaço passaram uns tempos por aqui. Meu cunhado, empolgado que só, até construiu um mega viveiro para os bichinhos ficarem mais sossegados. Os macacos se empolgaram, fizeram um monte de macaquinhos e a casa que era grande ficou pequena. No fim das contas, ela os levou para um criatório com o espaço apropriado e toda a infraestrutura para a bicharada. Mas, a verdade é que poucos dias antes, uma de suas gatinhas, a Joaninha, havia morrido logo após completar 100 anos de vida… Ou um pouco mais, não me recordo bem!
No dia em que ela foi pegar os macacos, eu perguntei:
- E a sua gata?
Com os olhinhos brilhando, ela emendou:
- Está aqui! Eu a congelei para trazer, afinal, todos os meus bichos estão enterrados aqui!!!
Entenda-se por todos os bichos alguns cachorros, (outros) macacos, um coelho, gatos e, reza a lenda, um rinoceronte, que ela levou sem que ninguém percebesse.
Ouvi dizer que ela estava cuidando de um jacaré. Fiquei preocupado, até porque ela perguntou se a piscina esta cheia…
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Ainda bem que elefante não é bicho nativo do Brasil.Já pensou,ela levando o bichinho pra passear? Ia parar a “cidade que nunca para”(detesto esse para sem acento!)rsrsAbs
Êita. Será que ela levaria o Valente pra passear lá nesse parque?
Eu,de novo!Menino,ficou muito bonito o novo design do blog!”cois de loco”,xik no úrtimo!2010 promete,hem…
Olha Angelim… É bem provável que ela leve o Valente pra passear. Só no garanto que ela devolva o bichão… Eu se fosse vc, não arriscaria não!!! rs
Oi Sandra!!! Brigão!!! A ideia é essa! Vamos ver o que rola ao longo do ano!!!
bjs!
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