“O homem na estrada recomeça sua vida”… Não, isso não é um verso dos Racionais MC’s, sou eu comendo poeira na estradinha de terra, perto de casa, após um busão passar ao meu lado e, só de sacanagem, dar aquela “acelerada” só para ver o cidadão ficar da cor de um tijolo! Tudo bem, poderia ser pior e o cara mirar numa poça d’água que estivesse por ali! Mas o fato é esse: dia sim, outro também desde o começo do ano, gasto sola de tênis e calorias em busca da velha forma! O lado bom é que os resultados estão aparecendo e quatro quilos já foram para o vinagre… Não vinagre, não porque ele é um bom conservante, foram pra rua mesmo e espero que fiquem por lá… Tudo começou no início do ano, quando ao descer para a praia, numa foto diante de uma paisagem bucólica, via diante de mim a imagem de um leitão sorridente na carcaça que antes era por mim conhecida por “meu corpo”. Sem sacanagem, dava um toicinho bacana ali… E partindo do princípio de que não, aquelas gorduras não me pertenciam, comecei um novo estilo de vida que começa às 6h20 da madrugada, com uma boa corrida. Já são 8 km diários e logo mais chegarei aos 10…
O bom de você correr é a liberdade para viajar na maionese. Em diversas oportunidades fiquei pensando, fazendo contas, cálculos e cheguei à conclusão de que aos 34 anos é bom ter um pouco mais de cuidado com a lataria, senão daqui a pouco, a carcaça desvaloriza e ninguém mais quer…rs. E para começar os treinos? Doía tudo: perna, braço, bunda e até a consciência! Enquanto minha mente dizia baixinho: “isso mesmo cara, vai lá, você consegue!!!”, minha panturrilha berrava: “PÁRA COM ISSO, CARA! POR QUE VOCÊ ME ODEIA TANTO?”. As solas do meus pés chegaram até a enviar uma petição formal dizendo que – ou eu iniciava um regime – ou a colaboração diária iria definitivamente acabar! Subornei meus pés como uma pomada que roubei da minha irmã. Não sei para que ela servia, só sei que deu certo e as bolhas sumiram… Pobre pomada, acabar a vida daquele jeito…rs.
O problema dessa vida saudável é que você começa a ficar saudável demais! Por exemplo, comecei com quatro quilêmetros entre caminhadas e corridas. Não, eu não engatinhava no final. Só quando chegava ao chuveiro ou para beber água. Fora isso, estava inteiro. Ou quase. Havia um tempo que quatro quilômetros eu fazia quase que plantando bananeira… Agora, se deixo de correr três dias, me sinto como o tal Condor: com dor aqui, com dor ali…. Enfim, voltando à vida saudável demais: decidi que já que minha barriga estava me incomodando, o bom mesmo era incomodar a minha barrig. Logo se ela não existisse mais, acabaria com o incômodo. Genial!!! O efeito colateral disso é que além dos oito quilômetros, também já estou em 300 abdominais e algumas dezenas de flexões. Cara, como isso dói no começo. Dói no meio e no fim também… QUEM INVENTOU ESSAS COISAS?
Masa verdade é que estou me sentindo muito melhor agora. Até por que algumas coisas eu não sinto mais, mesmo… rs. A sola do pé é uma delas. Aquilo virou um casco de cavalo. No começo também não sentia o ar entrando nos pulmões, mas essa fase, felizmente já passou…rs. Cheguei a cogitar participar da meia maratona de São Paulo, no feriado de 21 de abril, mas acho que não estarei pronto até lá. Na semana passada fiz um treino de 12 quilômetros e confesso que cheguei cansadinho e isso seria basicamente a metade do caminho. Dá pra fazer?! Sim, é possível. Mas seria meio complicado, até porque o ideal é não sair de maca ou ter de recorrer ao desfibrilador! Brincadeiras à parte, este ano vou correr a minha primeira meia-maratona. Que não seja agora em abril, haverá outras até o fim do ano. Até lá, vou gastar muita sola de sapato e deixar umas godurinhas no meio do percurso!!! Afinal, se tem uma coisa que a corrida ensina é justamente isso: que um passo depois do outro é sempre a melhor maneira de se percorrer a estrada toda.
Agora vou dormir que amanhã cedo, tem corrida pela frente!!!
Abs!
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Fala tiozinho! Boa sorte na tua luta.
Meu lance é conforto. Instalei um elíptico na frente da TV e aposentei o sofá. Como diziam, todos os caminhos levam a Roma (mesmo quando você não sai do lugar).
Beijos.
34???????? Socorro! rs
É cumpadre, você está no caminho certo. Eu, ao contrário, estou barranco abaixo. Caminhada eu só faço montado no Valente. E ando comendo de tudo que é bão (o que não é nada bão). Minha sogra, mineira prendada que é, cozinha bem demais. Daí o amigo imagina. Esse ano pretendo mudar meu ritmo. Afinal a última vez que fiz quarenta já faz tempo. Abraços.
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